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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Câncer de Colo de Útero e a Gravidez


                                             
                                Câncer de Colo de Útero e a Gravidez

O câncer de colo de útero, também chamado de cervical, é o câncer que se forma no colo do útero. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode não ter sintomas. É o segundo tumor mais maligno frequente na população feminina, sendo superado apenas pelo câncer de mama. Correspondendo a, aproximadamente, 24% de todos os cânceres.

O que é o colo do útero?
O colo é a parte inferior do útero que o conecta à vagina. Nessa parte, há células que podem se modificar produzindo um câncer.
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 O que se sente quando se tem o câncer de colo de útero?
O quadro clínico pode variar, desde ausência de sintomas, mais comum na sua fase inicial, quando o tumor é detectado no exame ginecológico periódico, até quadros de sangramento vaginal após a relação sexual, sangramento vaginal intermitente (sangra de vez em quando), secreção vaginal de odor forte e dor abdominal.

Como é feito o diagnóstico?
A coleta periódica do exame pré-câncer ou Papanicolau, possibilita o diagnóstico precoce. Além deste, é realizado o Teste de Schiller (coloca-se no colo do útero uma solução iodada) para detectar áreas não coradas, suspeitas. A colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais) auxilia na avaliação de lesões suspeitas ao exame rotineiro, e permite a realização de biópsia dirigida (coleta de pequena porção de colo do útero), fundamental para o diagnóstico de câncer.   
      
O que é o Papanicolau?
O exame de Papanicolau ou "preventivo de câncer de colo de útero" é o teste mais comum e mais aceito para ser utilizado para detecção precoce do câncer de colo do útero. Papanicolau é um teste que examina as células coletadas do colo do útero. O objetivo do exame é detectar células cancerosas ou anormais. Toda mulher deve fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau) a partir da primeira relação sexual ou após os 18 anos. Este exame deve ser feito anualmente.


Como se trata o câncer?
O tratamento das pacientes portadoras desse câncer baseia-se na cirurgia, na radioterapia e ou na quimioterapia. O tratamento a ser realizado depende das condições clínicas da paciente, do tipo de tumor e de sua extensão.                                                                                                                             O tratamento cirúrgico consiste na retirada do útero, porção superior da vagina e linfonodos pélvicos. Os ovários podem ser preservados nas pacientes jovens, dependendo da extensão do tumor. O tratamento radioterápico pode ser efetuado como tratamento exclusivo, pode ser feito associado à cirurgia (precedendo-a), ou quando a cirurgia é contra-indicada.

É possível preveni-lo?
Sim, é um tumor que pode ser previnido, uma vez que sua progressão é relativamente lenta e o exame preventivo permite dectar de forma eficiente as lesões percursoras. Sua realização periódica permite reduzir 70% da mortalidade por Câncer de Colo de Útero.

Fatores de risco mais conhecidos para o Câncer de Colo de Útero:

Vários são os fatores de risco identificados para o Câncer de Colo Uterino, como início precoce da atividade sexual, pluralidade de parceiros, falta de hábito de higiene, fumo, uso prolongado de contraceptivos orais. Estudos mostram ainda a associação do câncer com o papilomavírus humano (HPV).









Qual a diferença existente entre o Câncer de Útero e o Câncer de Colo de Útero?
O Câncer de Útero surge no corpo uterino, enquanto que o Câncer de Colo de Útero surge exclusivamente no colo do útero. A principal diferença na prática é que o colo uterino é a parte do útero que é possível ser vista no exame ginecológico. O Câncer do Útero surge no corpo uterino em uma porção interna do órgão, portanto, ela não pode ser visualizada no exame ginecológico. O Papanicolaou não costuma detectar de maneira eficaz o Câncer do Útero, pois ele é colhido apenas no colo e não no corpo do útero.

O Câncer e a Gravidez:

MULHERES JÁ PODEM TRATAR CÂNCER DURANTE A GRAVIDEZ.

Grávidas com o Câncer de Colo Uterino já podem tratar a doença sem precisar interromper a gestação. As sessões de quimioterapia feitas ainda no pré-natal não prejudicam o bebê, que nasce saudável. A radioterapia tem contra-indicação absoluta. Pode provocar aborto, defeito na formação dos órgãos e atrapalhar o desenvolvimento do cérebro e do coração do bebê.                                                                               Já a quimioterapia, em gestantes tem de obedecer a regras próprias quanto ao início e ao fim do tratamento. A primeira sessão só pode ser feita a partir da 15ª semana, período de formação dos órgãos do feto. Com os órgãos já prontos, há menos chance de o bebê ter algum efeito colateral.                                                                                                Dentro da barriga da mãe, o bebê é protegido tanto pela placenta como por órgãos maternos, como fígado e rins, que ajudam a depurar a droga. Mesmo assim, a última sessão de quimioterapia tem de acontecer entre quatro e seis semanas antes do parto para que o organismo fetal seja desintoxicado de qualquer resíduo quimioterápico.                                                                                                                                    “No passado, achava-se que era preciso sacrificar o nenê para ter sucesso no tratamento do câncer, mas isso não é mais verdade. Essa visão de que a quimioterapia é proibida na gravidez caiu por terra. Hoje, a maior parte dos cânceres é tratada no pré-natal, e muitos deles com quimioterapia.” Afirma o ginecologista e obstetra Wagner Gonçalves.                                                                                                              Entre os tumores ginecológicos, o câncer de colo de útero é o mais comum em mulheres grávidas, de acordo com o ginecologista e obstetra Pedro Luiz Lacordia. O dado tem a ver com a idade: esse tipo de câncer atinge geralmente jovens, ainda em idade fértil.                                                                                                         Após o tratamento, a mulher tem de fazer a chamada menopausa química e ficar, no mínimo, dois anos sem ovular. Voltando a ovulação, e dependendo do tipo de câncer e do tratamento utilizado, ela pode ou não engravidar. Se foi feita radioterapia no útero, por exemplo, o órgão não pode mais suportar uma gravidez.


Referências Bibliográficas:







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